Cachorro no calor extremo: como evitar insolação e proteger as patas do seu cão

Passear com o cachorro é rotina em qualquer época do ano, mas os próximos meses pedem atenção redobrada. Segundo levantamento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), com apoio de Inmet, Inpe/Cptec e Funceme, o Brasil deve enfrentar pelo menos seis ondas de calor entre setembro e dezembro de 2026, impulsionadas por um fenômeno classificado como "Super El Niño". Só em setembro, a previsão do Inmet já aponta temperaturas de 1°C a 3°C acima da média em boa parte do país, com os maiores desvios concentrados no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste.

Para quem vive com cachorro, calor prolongado não é só desconforto: é um fator real de risco. Duas situações merecem atenção nos próximos meses — a insolação, que pode ser fatal, e as queimaduras nas patas causadas pelo contato com o chão quente. Nenhuma das duas exige um dia excepcionalmente quente para acontecer: muitas vezes, o risco mora num passeio "normal", só que no horário errado.

O que é insolação em cães (e por que é uma emergência)

Insolação, ou golpe de calor, acontece quando a temperatura corporal do cão sobe demais — geralmente acima de 41°C — e o organismo perde a capacidade de se resfriar sozinho. É uma condição que pode colocar a vida do animal em risco em poucos minutos, segundo informações do portal veterinário Meu Pet, da Elanco Saúde Animal.

Os sinais mais comuns incluem:

  • Respiração muito acelerada ou ofegante, sem parar

  • Vômito ou diarreia

  • Frequência cardíaca elevada

  • Tremores musculares

  • Desorientação, andar cambaleando

  • Convulsões ou colapso, em casos mais graves

Diferente de nós, cães não suam pelo corpo todo — eles perdem calor principalmente pela respiração ofegante e por uma pequena quantidade de suor nas almofadinhas das patas. Isso os torna mais vulneráveis quando a temperatura ambiente sobe rápido ou fica alta por muitas horas seguidas, como tende a acontecer nas ondas de calor previstas para os próximos meses.

Quais cães correm mais risco

Todo cachorro pode sofrer insolação, mas alguns grupos têm risco comprovadamente maior. Um estudo conduzido pela Nottingham Trent University em parceria com o Royal Veterinary College, no Reino Unido, analisou registros eletrônicos de mais de 900 mil cães e identificou quase 400 casos confirmados de doença relacionada ao calor. Usando o labrador como referência de comparação, a pesquisa mostrou que algumas raças têm chances muito maiores de desenvolver o problema — entre elas, chow chow, buldogue inglês, buldogue francês e dogue de bordeaux, principalmente por causa do focinho mais curto (o chamado padrão braquicefálico) ou da pelagem espessa. Em média, cães braquicefálicos têm o dobro do risco de doenças relacionadas ao calor em comparação com raças de focinho mais alongado.

Além da raça, outros fatores aumentam a vulnerabilidade:

  • Filhotes e cães idosos

  • Animais obesos

  • Pelagem grossa ou muito densa

  • Problemas cardíacos ou respiratórios preexistentes

  • Ficar em ambientes fechados, sem sombra ou sem água — como dentro de um carro, mesmo por poucos minutos

Se o seu cachorro se encaixa em algum desses grupos, vale redobrar a atenção justamente nos dias e horários mais quentes das próximas semanas.

O que fazer se suspeitar de insolação

A orientação da Elanco é clara: insolação é emergência, e o tempo entre o início dos sintomas e o atendimento profissional pode definir o desfecho. Enquanto o cão é levado ao veterinário (ou o atendimento é acionado), alguns cuidados imediatos ajudam:

  • Leve o cão para um local sombreado ou ventilado imediatamente

  • Resfrie o corpo dele aos poucos, com uma toalha molhada em água em temperatura ambiente ou morna

  • Evite água gelada ou gelo diretamente sobre o corpo — o resfriamento brusco pode causar hipotermia e piorar o quadro, em vez de ajudar

  • Ofereça água, mas sem forçar o cão a beber

  • Procure atendimento veterinário imediatamente, mesmo que o animal pareça melhorar

Esse conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação de um médico-veterinário. Diante de qualquer suspeita de insolação, o mais seguro é sempre buscar atendimento profissional o quanto antes.

O perigo que fica embaixo da pata: calçada e asfalto quentes

Nem sempre o risco do calor está no ar — muitas vezes, ele está no chão. Segundo o Blog da Cobasi, a temperatura do asfalto pode chegar a ser o dobro da temperatura registrada pelos termômetros: em um dia de 25°C, por exemplo, o chão pode atingir cerca de 52°C. Um minuto de contato com uma superfície nessas condições já é suficiente para causar queimaduras nas almofadinhas.

Antes de sair para o passeio, vale fazer um teste simples: encoste a palma da mão no chão por alguns segundos. Se estiver quente demais para sua mão, também está para as patas do cachorro — e o passeio deve esperar por um horário mais fresco.

Sinais de que as patas do cão sofreram algum tipo de queimadura ou lesão pelo calor:

  • Manqueira ou relutância em andar ou apoiar a pata

  • Bolhas ou sangramento nas almofadinhas

  • Pele descolando ou com aspecto diferente do normal

  • Lambedura repetida e insistente em uma das patas

Se notar algum desses sinais, procure um médico-veterinário — mesmo lesões que parecem pequenas podem infeccionar se não forem tratadas corretamente.

Como regra prática para os próximos meses, com as ondas de calor previstas, vale priorizar os passeios antes das 8h ou depois das 18h-19h, quando o sol já perdeu força, e preferir trajetos com sombra e áreas gramadas, que aquecem bem menos do que o asfalto e o concreto.

Hidratação: um cuidado simples que faz diferença

Em dias de calor mais intenso, manter o cão hidratado ajuda o corpo dele a regular melhor a própria temperatura. Já falamos em detalhes sobre a importância da água limpa e os sinais de desidratação neste artigo do blog da Zeca Box — vale a leitura complementar para quem quer se aprofundar no tema.

De forma prática, para os passeios nos próximos meses, alguns cuidados ajudam:

  • Leve água para passeios mais longos, mesmo os de rotina

  • Ofereça água antes e depois de sair de casa, não só durante

  • Evite deixar o cão muito tempo exposto ao sol sem acesso à sombra e à água

Ter uma garrafa que facilite levar água durante o passeio ajuda a manter esse cuidado sem depender de improviso. A Garrafa 3 em 1 da Zeca Box, por exemplo, combina garrafa térmica em aço inox com capacidade de 1 litro e uma base funcional que também pode ser usada para servir água — uma forma prática de manter a hidratação em dia justamente nos dias em que ela mais importa.

Conclusão

As próximas semanas devem trazer dias bem mais quentes do que o habitual em boa parte do Brasil — e isso muda um pouco a forma como vale pensar a rotina do cachorro, principalmente os passeios. Conhecer os sinais de insolação, testar a temperatura do chão antes de sair e manter a hidratação em dia são cuidados simples, mas que fazem diferença real na segurança do seu cão nos próximos meses.

Se você pretende manter os passeios mesmo nos dias mais quentes, vale ter a Garrafa 3 em 1 da Zeca Box por perto — uma forma prática de garantir água disponível justamente quando o cão mais precisa se manter hidratado.